Resumo rápido: você conhece a lei reforma de apartamento? Obras nesse tipo de imóvel é uma oportunidade incrível para transformar a sua casa em um espaço mais funcional, bonito e alinhado ao seu estilo de vida. No entanto, ao contrário de reformas em casas térreas, intervenções em condomínios exigem cuidados específicos.
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Reformar um apartamento é o desejo de muitos moradores que querem modernizar ambientes, ampliar a funcionalidade ou simplesmente renovar o estilo da casa. Porém, ao contrário do que muita gente imagina, esse processo não depende apenas de boas ideias e uma equipe de obra qualificada.
Existe um conjunto de regras específicas, conhecido como lei reforma de apartamento, que define o que pode ou não ser alterado dentro de uma unidade, quais documentos são obrigatórios e como o condomínio deve acompanhar cada etapa.
Entender essas exigências é fundamental para evitar retrabalhos, multas, interrupções e até riscos à estrutura do prédio. Por isso, antes de iniciar qualquer intervenção, é essencial conhecer os detalhes e responsabilidades que fazem parte de uma reforma bem executada.
Neste artigo, entenda o que a legislação prevê para esses casos. Confira, também, outras informações importantes para conduzir uma reforma tranquila do início ao fim. Continue a leitura e saiba mais!
O que é a lei de reforma de apartamento?

A chamada “lei reforma de apartamento” não é uma única lei, mas um conjunto de normas e regulamentações que determinam como as reformas devem ser realizadas em condomínios residenciais.
O principal documento que orienta esse processo é a ABNT NBR 16.280, que estabelece as diretrizes para obras, alterações e manutenções realizadas dentro de unidades privativas.
Essa norma determina:
- Como as reformas devem ser planejadas;
- Quem pode executá-las;
- Quais documentos são necessários para iniciar os trabalhos;
- Como o síndico deve acompanhar e autorizar a obra;
- Medidas de segurança para evitar danos ao edifício.
Além da NBR 16.280, também podem ser aplicadas outras normas ABNT, o Código Civil, regras do Corpo de Bombeiros, legislações municipais e o Regimento Interno do Condomínio.
Quando é necessário solicitar autorização?
Basicamente, uma reforma necessita de autorização da prefeitura quando implica em uma ou mais das seguintes alterações na edificação (comercial ou residencial):
- Acréscimo ou supressão da área edificada;
- Acréscimo ou supressão de estrutura;
- Compartimentação vertical;
- Acréscimo ou supressão de volumetria.
Contudo, no caso de reformas sem acréscimo de área construída, o Alvará de Execução deve ser solicitado quando as adequações técnicas ou intervenções em áreas privativas comprometerem a estrutura ou qualquer sistema da unidade, ou ainda quando provocarem alterações no projeto original.
Para ilustrar, segue uma lista de obras que exigem autorização da prefeitura:
- Instalações de gás, hidrossanitárias e elétricas;
- Instalações de equipamentos de prevenção e combate a incêndio;
- Demolição ou construção de paredes de vedação;
- Impermeabilização;
- Instalação de ar-condicionado quando não está previsto no projeto original;
- Fechamento de vãos;
- Colocação e troca de esquadrias e seus componentes.
Principais regras, restrições e limites legais
Para garantir uma reforma segura e dentro da legalidade, alguns cuidados são obrigatórios:
Seguir o horário permitido para obras
Os horários variam conforme o regimento interno do condomínio, mas normalmente são:
- Segunda a sexta: das 8h às 17h;
- Sábados: das 9h às 14h;
- Domingos e feriados: proibido.
Respeitar a estrutura original do prédio
É proibido:
- Remover vigas, pilares ou lajes;
- Alterar shafts de instalações;
- Interferir em áreas comuns sem autorização.
Manter controle de resíduos da obra
Segundo normas ambientais, entulho deve ser descartado em local apropriado, nunca utilizado nas lixeiras internas.
Controlar ruídos
O síndico pode interromper a obra caso o nível de ruído ultrapasse limites legais ou ocorra fora dos horários permitidos.
Somente profissionais habilitados podem executar determinados serviços
Instalações elétricas, hidráulicas, estruturais e de gás precisam de acompanhamento técnico.
Documentação necessária para reformar
Antes de iniciar qualquer obra, é comum que o condomínio exija um conjunto de documentos. Entre os mais solicitados estão:
- Plano de reforma detalhado conforme a NBR 16.280;
- ART (Anotação de Responsabilidade Técnica) ou RRT (Registro de Responsabilidade Técnica);
- Cópia da identificação do responsável pela obra;
- Documentação das empresas ou profissionais envolvidos;
- Cronograma com início e término da obra;
- Termo de responsabilidade assinado pelo proprietário;
- Lista de trabalhadores autorizados a entrar no condomínio.
Somente após a aprovação do síndico a obra pode começar.
Importância da ART e da RRT
A ART, emitida por engenheiros, e a RRT, emitida por arquitetos, são documentos indispensáveis para qualquer reforma que interfira de forma relevante na estrutura, nas instalações ou na segurança do apartamento.
Esses registros formalizam quem é o profissional responsável técnico pela obra. Deixa claro que ela está sendo conduzida por alguém habilitado e capacitado para avaliar riscos, elaborar soluções e garantir a execução correta do projeto.
Além de assegurar maior segurança para moradores, vizinhos e para a integridade do prédio, a ART e a RRT também comprovam que a reforma está em conformidade com a NBR 16.280.
Outro ponto importante é que esses documentos definem a responsabilidade técnica caso surjam problemas futuros, como infiltrações, danos estruturais, falhas elétricas ou qualquer prejuízo decorrente da obra.
Por isso, sem ART ou RRT, o síndico tem respaldo legal para impedir o início da reforma. Garante, assim, que tudo seja feito com segurança, transparência e dentro das exigências obrigatórias.
Regras e Normas ABNT
Algumas das normas mais utilizadas em reformas de apartamentos incluem:
- NBR 16.280: diretrizes para reformas em edificações.
- NBR 5410: instalações elétricas de baixa tensão.
- NBR 5626: instalações hidráulicas prediais.
- NBR 15575-1: desempenho de edificações.
- NBR 9077: segurança contra incêndio.
Essas normas existem para padronizar e garantir a segurança, o desempenho e a durabilidade das intervenções feitas no imóvel.
O que pode ser reformado?
Obras em apartamentos podem incluir uma série de intervenções, desde as mais simples até as mais complexas.
É possível realizar diversas melhorias em diferentes ambientes. Entre os espaços que mais recebem reformas estão a cozinha, o banheiro, a sala de estar, dormitórios e áreas de serviço — locais onde a troca de revestimentos, pintura, atualização de iluminação e instalação de móveis planejados costuma ser liberada sem grandes restrições.
Nessas áreas, também é permitido modernizar pisos, bancadas, louças, metais, portas e rodapés, desde que não haja impacto na estrutura ou na fachada.
Além dos ambientes internos, diversas manutenções são autorizadas dentro das unidades. Essas intervenções são importantes para manter o apartamento seguro e funcional, principalmente em prédios mais antigos onde a modernização das instalações é essencial.
Também é possível renovar acabamentos, realizar melhorias estéticas, corrigir problemas de infiltração, tratar rachaduras e promover ajustes que deixem os ambientes mais confortáveis e eficientes.
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Tipos de reforma: internas, estruturais e emergenciais
Antes de iniciar qualquer obra, é fundamental entender que existem diferentes categorias de intervenção, cada uma com exigências, níveis de risco e responsabilidades específicas.
Internas
Envolvem mudanças que não afetam a estrutura do prédio, mas exigem responsabilidade técnica para garantir segurança e compatibilidade entre sistemas.
Alguns exemplos de reformas internas simples são:
- Troca de revestimentos (pisos e paredes);
- Pintura;
- Instalação de móveis planejados;
- Troca de louças e metais;
- Instalação de iluminação;
Como reformas internas complexas, podemos citar:
- Mudanças elétricas;
- Atualizações hidráulicas;
- Alterações em gás;
- Substituição de janelas com a mesma tipologia aprovada pelo condomínio
Estruturais
As reformas estruturais são restritas e muito controladas. São as mais sensíveis, pois qualquer erro pode comprometer a segurança do edifício, e devem ser conduzidas exclusivamente por engenheiros capacitados.
Alguns exemplos são:
- Remoção ou abertura de paredes portantes (somente com aprovação estrutural e ART específica).
- Interferências profundas em shafts e colunas de carga.
Emergenciais
As emergenciais são intervenções que devem ser realizadas rapidamente devido a risco direto, como vazamentos, infiltrações graves, problemas elétricos ou panes de segurança.
O condomínio deve ser avisado imediatamente e pode autorizar a entrada rápida de técnicos mesmo fora do horário de obras.
Principais responsáveis pela reforma de apartamento
Uma reforma segura exige a participação de diversos profissionais, cada um com responsabilidades específicas:
Proprietário
É quem vai:
- Contratar profissionais qualificados;
- Seguir normas do condomínio;
- Apresentar toda a documentação;
- Acompanhar prazos e garantir o cumprimento das regras.
Síndico
É a pessoa responsável por:
- Avaliar documentos;
- Garantir que a reforma siga a NBR 16.280;
- Fiscalizar circulação de trabalhadores;
- Suspender a obra em caso de irregularidades.
Profissional responsável técnico
A presença de um arquiteto e/ou engenheiro é fundamental para:
- Elaborar o plano de reforma;
- Emitir ART ou RRT;
- Acompanhar a execução;
- Garantir segurança e conformidade técnica.
Equipe de obra
O time de profissionais que fará a execução do projeto deverá:
- Seguir orientações do responsável técnico;
- Cumprir prazos e normas de segurança;
- Respeitar regras de circulação e descarte.
Etapas da reforma de apartamento
Para que a obra seja organizada, segura e eficiente, recomenda-se seguir uma sequência bem definida:
1. Planejamento
Tudo começa pelo planejamento, fase em que são feitas a definição do projeto, o levantamento de medidas, a escolha dos materiais e a contratação da equipe responsável.
2. Aprovação do condomínio
Depois, vem a aprovação do condomínio, que envolve a entrega da documentação exigida, a validação do síndico e a autorização formal para iniciar a obra.
3. Demolição e preparação
Com tudo aprovado, inicia-se a etapa de demolição e preparação. Inclui a remoção de revestimentos, a demolição de paredes permitidas e eventuais correções estruturais.
4. Instalações

Em seguida, são realizadas as instalações hidráulicas, elétricas, de gás e toda a infraestrutura necessária para automação ou ar-condicionado.
5. Acabamentos

Só então começam os acabamentos, como assentamento de pisos e revestimentos, pintura, instalação de portas, janelas, louças e montagem do mobiliário.
6. Limpeza e entrega
Por fim, chega a fase de limpeza e entrega, que envolve a limpeza pós-obra, a verificação final, a emissão de laudo quando necessário e a liberação do ambiente para uso.
Então, conseguiu entender como funciona a lei reforma de apartamento? Renovar o seu imóvel é totalmente possível e extremamente vantajoso, desde que você siga as regras corretas e respeite as normas do condomínio.
Com planejamento, responsabilidade técnica e comunicação transparente com todos os envolvidos, o processo se torna mais seguro, organizado e previsível, evitando problemas e garantindo que o resultado final esteja alinhado com o seu estilo e necessidades.
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