EPI para Eletricista: quais são obrigatórios e o que diz a NR-10

EPI para eletricista
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Trabalhar com manutenções e instalações elétricas exige atenção máxima à segurança, e isso começa pela escolha correta do EPI para eletricista.

Mais do que um requisito legal previsto nas normas regulamentadoras, como a NR-10 e a NR-6, o uso de Equipamentos de Proteção Individual para eletricista é essencial para prevenir acidentes, proteger a integridade física do profissional e garantir a execução de serviços com qualidade e confiança.

Entre os principais equipamentos de segurança para eletricista estão o capacete de proteção, as luvas isolantes, os óculos de segurança e o calçado de segurança. Cada um desempenha um papel fundamental na prevenção de riscos como choques elétricos, queimaduras, quedas e impactos. A escolha correta deve considerar fatores como tensão de trabalho, certificação de conformidade e conforto durante o uso.

Além de seguir a legislação, investir em EPI para eletricista de qualidade é uma forma de valorizar a saúde e o bem-estar dos profissionais, além de evitar paradas e prejuízos na obra. No canteiro de obras, oficinas ou atendimentos residenciais, a proteção individual é tão importante quanto o conhecimento técnico.

Neste artigo, vamos apresentar os principais tipos de EPI para eletricista, explicar sua função, indicar como escolher os modelos adequados e destacar dicas para conservação e uso correto. Assim, você garante mais segurança, produtividade e conformidade com as normas em todos os seus projetos.

O que a NR-10 diz sobre o EPI para eletricista?

A Norma Regulamentadora (NR) 10 é a responsável por abordar os pontos relacionados à Segurança em Instalações e Serviços de Eletricidade, desempenhando um papel imprescindível para mitigar riscos inerentes à eletricidade para os profissionais que atuam em instalações elétricas em todas as etapas envolvidas.

O primeiro destaque da NR-10 é que a função de eletricista deve ser realizada por pessoas qualificadas, habilitadas e autorizadas para o serviço, reforçando então, a importância do treinamento e do conhecimento técnico como medidas de prevenção de acidentes.

Além disso, é fundamental que esses profissionais tenham plena consciência dos riscos envolvidos nas tarefas relacionadas à rede elétrica, mantendo-se atentos para evitar incidentes prejudiciais para si mesmo e demais pessoas próximas no local.

No item 10.2.1, vemos outra determinação importante: toda e qualquer intervenção em instalações elétricas devem incluir medidas preventivas de controle do risco elétrico, além de outras medidas necessárias para combater eventuais riscos adicionais.

Confira na íntegra as diretrizes da NR-10

Ferramentas

Riscos em eletricidade: por que usar EPI?

Naturalmente, quando falamos sobre riscos em trabalhos elétricos a primeira preocupação são os choques. Porém, esse não é o único tipo de problema que pode acometer profissionais que trabalham com eletricidade.

Para entender melhor a importância dos EPIs para eletricistas, é necessário explorar alguns dos principais riscos associados a essa profissão:

1. Choque elétrico

Sem dúvidas, o choque elétrico é o risco mais comum ao qual um eletricista se expõe durante a sua rotina. Basicamente, esse incidente ocorre quando alguma parte do corpo entra em contato com uma corrente elétrica sem que a pessoa esteja usando equipamentos adequados.

Embora existam diferentes níveis de choque elétrico, desde os mais leves até os fatais, é importante destacar que esse tipo de acidente pode desencadear diversas reações no corpo do trabalhador. Isso inclui desmaios e queimaduras, que, dependendo de sua gravidade, podem causar danos críticos à saúde do indivíduo.

2. Queda de altura

Outra situação comum na rotina de eletricistas que pode representar um risco, mas não tem a ver com eletricidade é a queda de altura. O trabalho em altura possui uma legislação específica e merece tanta atenção quanto a NR-10, uma vez que é comum os profissionais subirem em postes ou grandes edificações para realizarem a manutenção dos fios elétricos.

Mesmo que não ocorra nenhuma falha na parte elétrica, o risco de queda existe a todo o momento. Lembrando que quedas acima de 2 metros podem ser fatais, por isso, a queda de altura é um risco grave e que está presente no dia a dia de muitos profissionais.

3. Poeira e contato com chuva

Mais um exemplo de complicação no dia a dia dos eletricistas, principalmente em trabalhos externos, é a exposição à poeira e interações diretas com diversas intempéries, como chuva, raios solares intensos etc. Aliás, tais condições climáticas aumentam consideravelmente os riscos associados ao trabalho, como a possibilidade de ocorrer um curto-circuito.

Informação importante: a exposição excessiva a esses fatores pode causar consequências graves para a saúde do eletricista, ademais, ambientes úmidos e molhados aumentam o risco de acidentes.

4. Eletrocussão

De maneira geral, a eletrocussão é o cenário mais grave em um acidente elétrico, culminando na morte da pessoa por conta da exposição a uma carga elétrica letal. Ou seja, trata-se de um problema irreversível e é considerado o risco mais elevado que qualquer eletricista pode sofrer.

Explicando melhor: quando ocorre uma eletrocussão, a corrente elétrica perpassa o corpo da pessoa por meio de contato direto, comprometendo órgãos vitais, como cérebro e coração, provocando a morte instantânea do indivíduo. Não à toa, esse é um dos riscos mais abordados em medidas preventivas.

Quais são os tipos de EPI para eletricista?

É essencial que os EPIs para eletricista protejam todas as partes do corpo, por isso, você deve investir nos seguintes equipamentos:

1. Luvas isolantes para eletricistas

O uso combinado de luvas isolantes de borracha e luvas de couro é indispensável para a segurança do eletricista e está diretamente relacionado à prevenção de acidentes graves. Como vimos nas diretrizes da NR-10, é obrigatório que o profissional utilize EPI para eletricista adequado, e as luvas ocupam um papel central nessa proteção.

As luvas isolantes de borracha têm a função principal de isolar eletricamente as mãos e antebraços, evitando a passagem da corrente elétrica pelo corpo. Elas são fabricadas com materiais testados e certificados, e classificadas por níveis de tensão suportada. Seu uso correto reduz significativamente o risco de choques, queimaduras elétricas e até mesmo acidentes fatais.

Porém, como a borracha é um material mais sensível a cortes, abrasão e perfurações, o eletricista deve também utilizar luvas de couro por cima das luvas isolantes. Essa camada extra protege contra danos mecânicos, prolonga a vida útil da luva isolante e evita que pequenas perfurações comprometam a proteção elétrica. Além disso, as luvas de couro oferecem maior resistência ao atrito, segurança em manuseios mais pesados e conforto térmico.

Portanto, usar luvas isolantes de borracha em conjunto com luvas de couro não é apenas uma recomendação técnica — é uma medida essencial de segurança para eletricistas. Essa prática garante maior durabilidade dos EPIs, reduz riscos de acidente e mantém o profissional em conformidade com as normas, assegurando um ambiente de trabalho mais seguro e eficiente.

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2. Botas de segurança elétrica

Ao contrário de algumas outras profissões em que botas com biqueiras de metal são sinônimo de segurança, no setor elétrico, esse material deve ser evitado. Isso porque o metal é um excelente condutor elétrico e, em caso de choque, pode agravar ainda mais os danos causados pelo acidente.

Dessa forma, as botas de segurança para eletricistas geralmente cobrem até o tornozelo e oferecem proteção contra objetos perfurantes, cortantes, altas temperaturas, produtos químicos corrosivos e abrasivos. Além disso, são fabricadas de materiais não condutores, como plástico.

Um dos materiais mais indicados para botas de segurança para eletricistas é o composite, pois ele oferece a mesma proteção contra impacto e não conduz eletricidade.

3. Óculos de proteção para trabalhos com eletricidade

Os óculos de proteção para trabalhos com eletricidade devem ser fabricados com materiais resistentes a arcos elétricos e chamas para proteger a região dos olhos. Trata-se de um item fundamental, e é responsabilidade do profissional a checagem diária e periódica da sua conservação.

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4. Capacete de segurança para eletricista

O capacete de segurança para eletricista é mais um item que não pode faltar na sua lista de EPIs. Por conta da variedade de modelos de capacetes, é fundamental se atentar ao tipo indicado para trabalhos com eletricidade.

Para realizar um trabalho seguro, saiba que o capacete ideal são os que pertencem à classe B, conhecido por garantir proteção contra correntes elétricas. Eles costumam ser fabricados em polietileno de alta densidade e possuem uma camada interna de tecido, geralmente feita de feltro, que atua como uma barreira para impedir que correntes elétricas atravessem o corpo do colaborador que o utiliza.

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5. Cinta de segurança para trabalho em altura

Conforme mencionado anteriormente, boa parte das atividades de um eletricista ocorrem em trabalhos em altura. Portanto, o uso dos cintos de segurança é essencial para proteger o profissional em situações de quedas, além claro, de assegurar estabilidade para a execução de suas tarefas.

Entre os diferentes modelos de cinta de segurança, o mais usado é o que vem com o talabarte, que é um dispositivo responsável por conectar o cinto tipo paraquedista a um ponto de ancoragem.

Vale destacar que esse EPI para eletricista confere estabilidade, aumenta a mobilidade do profissional e minimiza os riscos de queda. Em casos de quedas acidentais, o talabarte desempenha um papel crucial ao induzir a desaceleração do corpo, reduzindo a gravidade do impacto.

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6. Ferramentas isoladas para eletricistas

Existe uma série de ferramentas para eletricistas, mas em resumo, é importante ter uma boa caixa de ferramentas com chaves de fenda, philips, além claro, de equipamentos específicos para trabalhos com eletricidade, como alicate desencapador de fios, alicate de crimpagem, fita isolante, multímetro etc.

7. Dica extra: EPC para eletricistas

Além dos EPIs para eletricistas que destacamos acima, você sabia que também existem os equipamentos de proteção coletiva (EPCs) que são igualmente importantes para a segurança nesta área de atuação?

De maneira geral, os EPCs são indicados para garantir condições seguras para o desempenho de suas atividades, entre eles, podemos destacar:

  • EPCs de sinalização: dispositivos usados para sinalizar potenciais áreas de risco, orientando o fluxo seguro das pessoas. Os modelos mais usados são os cones de sinalização (geralmente fabricados em polietileno), as fitas de sinalização e/ou as grades metálicas dobráveis;
  • Banqueta isolante: indicado para ajudar o eletricista a alcançar locais mais elevados e, ao mesmo tempo, proporcionar isolamento elétrico durante a realização de atividades em subestações, painéis elétricos e cubículos;
  • Manta isolante: como o nome indica, essa manta é utilizada para isolar equipamentos energizados durante a execução de serviços e para criar uma barreira de isolamento em áreas de risco;
  • Extintor de incêndio: trata-se de um EPC amplamente conhecido e que desempenha um papel essencial no combate a incêndios. Em instalações elétricas, o extintor recomendado em caso de incêndio é o de gás carbônico, adequado para lidar com riscos elétricos.

Garantir a presença e a manutenção adequada desses EPCs para eletricistas é fundamental para criar um ambiente de trabalho seguro e reduzir os riscos associados às atividades elétricas.

Conclusão

Ao longo deste conteúdo, conhecemos os principais tipos de EPI para eletricista e vimos por que esses equipamentos são tão importantes neste segmento.

Como explicamos, a eletricidade é uma fonte de energia imprescindível em nossa sociedade, mas também é extremamente perigosa quando não manuseada com cuidado. Os EPIs desempenham um papel fundamental na proteção dos eletricistas contra os riscos inerentes ao seu trabalho, como choques elétricos, queimaduras e lesões por arco elétrico.

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Autor

  • Patrícia Medeiros

    Profissional com mais de 8 anos de experiência na Obramax, onde atua como Gerente de Produtos, especializada em Gestão de Compras, Negócios, Contratos e Campanhas Comerciais para Varejo e Atacado na Construção.Anteriormente, foi Executiva de Produtos na Amanco Wavin, contribuindo para o desenvolvimento e lançamento de produtos na construção civil e irrigação. Além disso, possui experiência como Professora Docente Titular em Curso Técnico, destacando-se na criação de metodologias de ensino inovadoras. Sua carreira também inclui a implantação de certificações ISO 9001:2000 em diversas empresas, serviços e indústrias.